Volume a transportar
É o fator com mais peso. O volume determina o tamanho da viatura, o número de viagens e quantas pessoas são precisas. Uma T1 com pouco mobiliário e um T4 completo são serviços muito diferentes, mesmo que a distância seja a mesma.
Ao pedir orçamento, é mais útil descrever divisão a divisão do que dar uma estimativa global. Indicar quantos móveis grandes existem — roupeiros, camas, sofás, máquinas — dá uma imagem muito mais fiável do que "as coisas de uma casa".
Distância e percurso
Uma mudança dentro do mesmo concelho não se compara a uma mudança entre distritos. Além dos quilómetros, conta o percurso concreto: no Porto e em Gaia, por exemplo, a travessia das pontes em hora de ponta pode acrescentar bastante tempo.
Para mudanças nacionais ou internacionais, o percurso condiciona também se o serviço se faz num dia ou em mais do que um.
Andar, elevador e escadas
Subir ou descer mobiliário a pé é o que mais tempo acrescenta a uma mudança. Dois apartamentos com o mesmo volume podem exigir um esforço muito diferente se um tiver elevador e o outro não.
Quando há elevador, as dimensões importam: um roupeiro ou um sofá que não entre no elevador terá de ser desmontado ou descido pelas escadas. É por isso que a pergunta sobre o elevador aparece sempre num orçamento sério.
Acessos e estacionamento
A distância entre o sítio onde a viatura consegue parar e a porta de casa entra directamente no tempo de serviço. Em zonas de ruas estreitas, inclinadas ou com estacionamento disputado, esse percurso a pé pode repetir-se dezenas de vezes.
Em várias localidades é possível pedir à junta de freguesia ou à câmara municipal a reserva temporária de lugares de estacionamento para o dia da mudança. As regras e prazos variam de município para município, pelo que convém confirmar junto da autarquia com antecedência.
Desmontagem, montagem e embalagem
Uma mudança pode ser apenas transporte, ou incluir desmontar mobiliário na origem e voltar a montá-lo no destino. Móveis modulares e roupeiros encastrados são os que mais tempo exigem.
A embalagem é outra variável: há quem prefira embalar tudo por si e há quem queira que a empresa trate disso. São níveis de serviço diferentes e refletem-se no orçamento.
Data, hora e itens especiais
Fins de semana, fins de mês e os meses de verão concentram procura. Marcar com antecedência dá mais margem de escolha.
Itens que exigem cuidado ou meios próprios — piano, cofre, aquário, obras de arte, equipamento informático de escritório — devem ser referidos logo no primeiro contacto, porque mudam o planeamento.
Como pedir um orçamento fiável
Quanto mais concreta for a informação que dá, menos margem de erro tem o orçamento. Antes de contactar uma empresa, vale a pena reunir:
- Morada de origem e de destino, com andar e indicação se há elevador
- Lista dos móveis grandes, divisão a divisão
- Número aproximado de caixas
- Se a rua permite parar uma viatura junto à porta
- Se é preciso desmontar e montar mobiliário
- Se quer apoio na embalagem
- Data pretendida e se há flexibilidade de horário
- Itens especiais ou de valor elevado
Cuidado com valores fechados sem avaliação
Um valor final dado sem qualquer pergunta sobre volume, andar ou acessos é, na melhor das hipóteses, um palpite. O risco é o orçamento ser revisto no próprio dia, quando já não há alternativa.
Peça sempre que o orçamento indique o que inclui: número de pessoas, viatura, desmontagem e montagem, material de embalagem e eventuais custos de deslocação.

